“Carmen”- A história não contada

A peça “Carmen” que esteve em cartaz de  30/Junho a 20/Agosto, no Teatro Aliança Francesa, nos conta a história da cigana Carmen e como morreu por causa do amor. Baseada na famosa novela ‘Carmen’, de Prosper Mérimée, a peça foi escrita por Luis Farina e teve Nelson Barkerville como diretor. O diferencial e o que destaca essa peça entre outras montagens é a narradora da história, já que pela primeira vez o ponto de vista de “Carmen” é apresentado.

Uma história de paixão, traição e violência. Gostei muito da peça e, caso a encenem novamente, recomendo muito irem.

carmen

 

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E as cortinas finalmente se fecham…

ALEX:

Quando eu entrei no 2o ano eu imaginei que seria apenas mais um ano e nao teria nada de especial. Ele não é nem a entrada nem a saída do ensino médio e a maior diferença era o Móbile na Metrópole.
Entrei num grupo onde nós pouco conhecíamos uns aos outros. Depois fomos nos aproximando e criando laços de amizade. Nesse começo de trabalho precisamos escolher o tema. Escolhemos o teatro, um tema que eu conhecia muito pouco e tinha ínfimo conhecimento na área. Pela frente estava chegando o estudo do meio.
Antes da viagem a minha família me perguntava se eu estava ansioso e eu sempre respondia com o maior desânimo que não. Ficava me questionando “Como que um estudo do meio para São Paulo, a cidade que eu moro, será tão divertido?”. Isso mudou bruscamente no primeiro dia de viagem. Encontrei um grupo extremamente acolhedor e companheiro que nunca imaginei. Ficava deslumbrado com cada lugar que nós íamos desde o Copan até o Preto Cafe.
Quando essa maravilhosa viagem acabou, virei outra pessoa. Já não era mais o mesmo, estava inspirado. A minha família estranhou, eu que estava desanimado a 3 dias atrás agora estava completamente inspirado e feliz.
Levei toda essa inspiração para o resto do projeto no momento em escrever posts do blog ou nos tempos de gravar entrevistas dando o meu máximo sempre quando possível.
Agora olhando para trás posso dizer que antes do MNM eu era um e agora sou outro. Aprendi e amadureci muito com esse projeto. Me tornei mais responsável e dedicado. Aprendi a escrever melhor e a trabalhar melhor em grupo também. Além disso ganhei um enorme interesse por teatro e uma experiência para levar para a vida toda. Por isso gostaria de agradecer a todos que me ajudaram nesse processo que me mudara a vida toda.

 
BRUNI:

E chegamos ao fim.

No começo de 2017 cheguei no 2º ano com muito medo e com muitas incertezas do que seria o tão aguardado Móbile Na Metrópole. Todos os alunos do ano passado falavam sobre o projeto e eu não entendia como uma “viagem” para São Paulo era tão emocionante. E não é que foi?

Não só a viagem em si, mas o projeto inteiro: videos,textos,filmagens,entrevistas,etc. Cada parte desse projeto foi importante para mim e, mesmo em momentos de dificuldades, cresci como indivíduo.

Ao longo do ano desenvolvemos vários textos a respeito do teatro na cidade de São Paulo. Em cada linha, em cada verso, percebi que minha visão sobre o tema foi se aprimorando. Cheguei no projeto como um “moleque” que não sabia nada de teatro, que tinha ido em no máximo 2 peças na vida, e sai como um outra pessoa, tendo em vista a experiência que ganhei sobre o assunto.

O teatro tem um poder. Um poder de gerar várias coisas e uma delas é modificar a maneira que as pessoas veem o mundo, o que aconteceu comigo.

E daí nos vem a pergunta. Será que acabou mesmo? Ou é somente o fim do primeiro ato?

Quero agradecer muito aos leitores do blog e, principalmente, os professores que nos ajudaram a aprimorá-lo.

Até a próxima 😁🎬

 
KAMI:

Estava aqui trabalhando no blog, quando percebi passar na TV( GloboNews), que estava ligada na sala, uma matéria sobre o teatro. Pensei: “Não é possível, é muita coincidência!” Mas dai eu parei e cheguei na conclusão de que na realidade, aquilo não poderia fazer mais sentido! Era perfeito que no mesmo dia que eu faria o último post obrigatório, o teatro estivesse em minha volta.

Durante esse ano, me envolvi tanto com esse projeto e com o meu tema que acabei criando uma personagem que eu não imaginava nem ao menos existir dentro de mim. Entrei no palco do Móbile na Metrópole, sem ensaio, sem falas, sem experiência, sem conhecer todo mundo e mesmo assim pronta para fazer parte dessa grande peça. Não vou mentir, não foi nada fácil. Tropecei, uma, duas, três e muitas outras vezes e até cheguei a cair em algumas delas, mas foram tropeços e quedas que me levaram a grandes aprendizados, tão grandes que quando fui dar a minha última fala nessa peça, queria voltar a alguns desses momentos só para poder ter novos ganhos. A última fala da peça é esse post que devo fazer de encerramento do blog, e a vontade de voltar a esses erros é justamente a vontade que tenho de viver novamente um projeto tão MNM (não consigo dar uma melhor descrição que essa), que nem esse.

Bom, eu entrei no médio da móbile e participei do Móbile na Roça (como era chamado o estudo do meio do 1°ano ­­), nome usado como concorrência ao Móbile na Metrópole. Eu era uma daquelas pessoas que se perguntava: “O que diabos é esse MNM que todos falam?!” e confesso que internamente pensava: “Deve ser outro estudo do meio para dar mais trabalho do que a gente já tem!” e foi assim o meu primeiro contato (se é que se pode chamar assim) com esse projeto. Eu não estava completamente equivocada, realmente teve muito trabalho, mas de jeito nenhum foi algo que adicionou negativamente! Se colocarmos numa balança os aspectos positivos sobressaem os negativos em uma razão exponencial!

É difícil falar tchau pra algo tão significativo quanto esse trabalho de um ano, que pode ser por parte acompanhado a partir do próprio blog, e é muito difícil perceber que não vou mais voltar de um integral, olhar a data e gritar no grupo: “GENTE TEM POST HJ!”

Olhando agora desde o momento em que pisei no palco até o momento que faço reverência a plateia, não posso deixar de pensar outra coisa senão: “Que coisa mais bonita”

As cortinas estão se fechando. Já estão fechadas. Agradeço a presença de todos vocês e espero que tenham aproveitado a peça!

-Kamila, que amou esse conjunto de experiências! 😍

Sobre isso, está aqui algumas reflexões, envolvendo o teatro, de pessoas que pararam um pouco para refletir:

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

-Ailin Aleixo

“Em uma terra onde tudo está por fazer, não seria o teatro, cópia continuada da sociedade, que estaria mais adiantado.”

-Machado de Assis

” O propósito do teatro é fazer o gesto recuperar o seu sentido, a palavra, o seu tom insubstituível, permitir que o silêncio, como na boa música seja também ouvido, e que o cenário não se limite ao decorativo e nem mesmo à moldura apenas – mas que todos esses elementos, aproximados de sua pureza teatral específica, formem a estrutura indivisível de um drama.”

-Clarice Lispector

 

 

 

Teatro

“Teatro uma arte,
Uma forma de viver,
Expõe o sentimento,
Tudo na alegria do momento.

Teatro uma arte,
Ensina-nos a vida,
Na plenitude do ser,
De quem você quer ser.

Teatro uma arte,
No palco a solução,
De problemas do mundo,
Em simples encenação.

Teatro uma arte,
No qual atores e atrizes,
Expõe seu interior e sentimento,
Em grande ou simples momento.

Que pode ser no drama,
Pode ser na comedia,
Pode ser entre vários,
Mas todos mostram que o teatro,
Não é apenas,
Estar no palco ou em cenários
Mas sim ensinando a arte.”

-Gustavo Rodrigues Nepomuceno

 

Por que teatro?

“Me perguntaram,porque teatro?
Hum..a minha resposta?
Porque é incrível a idéia de trazer a nossa realidade ,um personagem ,que existe somente na forma de letras.De deixar transparecer uma personalidade moldada, e representar essa mesma personalidade através do nosso corpo ,em meio a dezenas e dezenas de olhos que recaem sobre nós.
Porque teatro é a repetição em busca de perfeição,é tentar refazer,repetir,parar e tentar de novo. É o medo de errar e o desespero de improvisar.é o frio na barriga e as mãos trêmulas antes de subir no palco.Porque o teatro faz-nos sentirmos vivos em meio a um mundo sem emoções.É estar conectado de corpo e alma,dando lugar a imaginação. onde experimentamos ser outro, para nos encontrarmos.Mas ,ao final, tudo compensa ao ouvir a chuva enquanto as cortinas se fecham.”

-Vinícius Oliveira Dias

O teatro de rua

Pare, olhe a rua, talvez você até encontre um teatro…

“Vocês, artistas que fazem teatro
Em grandes casas, sob sóis artificiais
Diante da multidão calada, procurem de vez em quando
O teatro que é encenado na rua.
Cotidiano, vário e anônimo, mas
Tão vívido, terreno, nutrido da convivência
Dos homens, o teatro que se passa na rua.”

-Bertolt Brecht

 (Um trabalho muito legal que encontramos no canal da Edi Cardoso)

 

Making-Of 🎥

Após muito refletir sobre como foi o nosso processo e como o representaríamos em um vídeo de 4 minutos, temos aqui o resultado final! Espero que gostem de acompanhar o nosso processo tanto quanto nós desfrutamos revê-lo e revivê-lo para fazer esse último vídeo para o projeto MNM! 3…2…1…! 🎬

-O grupo, que não tem mais nada a dizer porque o vídeo ja diz tudo.

5 dicas (+1) para os que virão

Olá leitores,

Estamos deixando aqui 5 dicas(+ 1) que podem ajudá-los no projeto MNM 2018. Esperamos que sejam úteis 🙂

1- Faça um grupo com pessoas com que você trabalhe bem:

O móbile na metrópole é um projeto que dura o ano inteiro e, por isso, vocês trabalharão com as mesmas pessoas por 4 bimestres. Caso tenha amigos(as) com quem você não trabalhe bem com, pense duas vezes antes de fazer um grupo com eles, pois seria desgastante realizar um projeto dessa grandeza com esses colegas. Pense também que um projeto como esse pode envolver algumas (ou muitas) brigas, então pense duas vezes antes de fazer com alguém que você não queira entrar em conflito. 

 

2- Aproveite a viagem do estudo do meio:

Essa viagem certamente é única, já que é uma ida a São Paulo que você não conhece. Onde você já pensou sair de um lugar sem realmente sair dele? Bom, a viagem é exatamente isso: vocês não vão sair da metrópole e mesmo assim, vão se sentir em outro mundo. Esse será um momento que te tirará da bolha (não vamos definir o que é a bolha, por que vocês terão muitas discussões e reflexões sobre isso durante esse ano, então não queremos dar spoiler 😉 )  e te mostrará um mundo que até então era desconhecido para você. Além de tudo isso você estará descobrindo isso junto de colegas e companheiros, o que torna esse momento realmente inesquecível, e podemos lhes dizer: Sair da bolha é realmente uma experiência incrível e libertadora, então aproveitem isso ao máximo!

 

3-Tentem ser abertos e transparentes entre os integrantes do grupo:

Esse projeto é longo e provavelmente causará desencontros entre colegas do mesmo grupo. Esses conflitos podem acabar atrapalhando o andamento do projeto. Logo, ao ser transparente os conflitos podem ser resolvidos rapidamente sem causar danos às amizades e ao projeto. O que estamos dizendo é que é muito melhor você chegar pro coleguinha e falar o que está te incomodando do que deixar que isso leve a uma relação ruim por parte dos integrantes. Não tenha medo de se comunicar! 

 

4-Tenha uma divisão de tarefas entre os integrantes e organização dos prazos:

O projeto envolve vários mecanismos de avaliação (Blog, vídeo argumento, mini-documentário, entre outros) e seria impossível apenas 1 membro do grupo fazer tudo isso. Por isso, seria bom dividir as tarefas entre os integrantes (uma pessoa filma, outra grava, outra edita,etc) para facilitar o trabalho. Outra coisa importante que vocês não podem deixar de saber, é que o trabalho é muito mas os prazos são curtos, por isso para conseguir entregar um bom trabalho ao final do projeto, se organizem! Vejam as datas de cada coisa, e se programem para isso. 

 

5-Sejam abertos a novas experiências: 

Aqui vai uma dica menos didática: Quando o aluno fica aberto a essa experiência, isso dá a oportunidade dele mergulhar e aprender coisas que nunca imaginou que poderia. Além de ser benéfico para a sua aprendizagem, também é bom para o andamento do projeto, uma vez que se torna tão prazeroso descobrir coisas e pessoas novas e até mesmo redescobrir você mesmo! (se não entenderam essa última parte ainda, não tem problema! Quando vocês passarem ano que vem pelo o que passamos esse ano,  saberão do que estamos falando.) 

 

6-Vão ao teatro! 🎭

O teatro, assim como esse projeto, é uma experiência única e como disse Fernanda Amorim ver a “magiquinha” acontecer na sua frente faz a diferença. Assim você que não frequenta o teatro, tente pegar uma sugestão aqui no site e veja uma peça, um simples ato como esse pode mudar sua visão sobre essa arte!

-O grupo, que desejaria ter tido alguém pra nos dar essas 5 dicas… 😜

Sonho de um Homem Ridículo

Essa é a única peça de teatro em São Paulo que recebeu a avaliação 5 estrelas do guia Folha.

Essa é a história de um homem ridículo que é desprezado e motivo de chacota dos outros. Sem interesse em continuar a viver, ele sai de casa com uma pistola para acabar com a sua existência. Mas ele é abordado por uma criança de oito anos pedindo ajuda, ele recusa-se a ajudar e espanta ela com berros. Após voltar para a casa sem conseguir se matar, ele sonha como teria sido se ele tivesse se matado. Com uma história dessas, essa peça é perfeita para uma boa reflexão.
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Link para a compra de ingressos: https://www.sympla.com.br/sonho-de-um-homem-ridiculo__195684

Links dos sites de críticas: http://guia.folha.uol.com.br/teatro/drama/sonho-de-um-homem-ridiculo-agora-teatro-bela-vista-4154745295.shtml

A Eles

A eles que estiveram do nosso lado ao longo de todo o percurso do MNM e moldaram uma parte significativa de quem nos tornamos após esse ano, dedico esse texto. A eles, nossos professores, dedico essa pequena tentativa de demonstração do que foram para mim e tenho certeza de que para muitos outros.

Gostaria primeiramente de pedir ao futuro segundo ano, que cuide bem de nossos professores porque tenho certeza que eles cuidarão bem de vocês. Vivam esse projeto e esse ano com toda a intensidade que vocês conseguirem por que eu garanto para vocês, ele será único. Único em seus obstáculos e conquistas e no que mais vocês conseguirem atingir, por isso estejam realmente presentes.

Pudemos ver esse ano as mais diversas reflexões e acontecimentos. Desde os olhares intimidadores do Fepa ao perguntar: “a existência precede a essência?, as discussões apimentadas mediadas pela Teresa, as loucuras do Dani dando aula, a alegria da Lydia que nos deixa tontos de tanto saltitar, as piadas e histórias do Márcio, as curiosidades físicas apresentadas pelo Hugo, a frase da Fernanda que você levará para vida: “Você está fora de sí”­­­­ e a grande pergunta final do ano: “Por onde você come a coxinha?” ( Desculpa André mas só você come a coxinha por baixo). Essas e muitas outras coisas nos levaram a sair da bolha, nem que seja por algum mero milissegundo.

Enfim, o ano praticamente acabou. Tivemos nossa última aula com o João Cunha hoje. Minha aula foi a última do dia. Já estava me preparando para isso desde que vi os primeiros saírem da sala e o próprio João chorando (na verdade, vinha preparando para esse momento desde o discurso final do primeiro ano). Entrei na minha última aula de estudos literários com o João em uma sala diferente da usual, a aula não foi na M2, já estava tudo diferente. Não teríamos mais aula que nem antes. Não ouviríamos mais o “Muito, Muito, Muito obrigado e até a próxima!”, agora, só nos restava o “Adeus”. Era como se não importasse o que seria dito no discurso final, eu já sabia que não me conteria e me afogaria nas lágrimas. Bom, o inevitável realmente não pode ser evitado, quando ouvi o poema que ele escreveu para a Gabi Rotta no meio do ano, antes da sua ida para os EUA (sim! A integrante do nosso grupo, que é uma bela escritora, então aproveite e leia alguns de seus trabalhos aqui!) não consegui me segurar e o resto vocês já sabem: Uma sequência de melosidades tomou conta do ar da sala(confesso que as amo), o que só me fez chorar mais, mas tudo bem. Tudo bem porque o ano não poderia ter terminado de forma melhor. Esse ano de 2017 ao lado das pessoas que pude estar, deixará saudade. Se deixará saudade é por que foi bom, ou melhor, realmente incrível com seus altos e baixos. Mas que deixará saudades, deixará.

– Kamila, que não poderia deixar de ter feito uma pequena homenagem a eles.❤️

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Baixa Terapia

Antonio Fagundes, seu filho, sua mulher e sua ex-mulher atuam nessa comédia. Nela 3 casais de diversas idades vão a uma sessão de terapia, ao chegarem lá percebem que o terapeuta não está presente. Mesmo não estando lá, o médico recomenda que eles discutam seus problemas entre si. Essa história se desenvolve em uma comédia sem igual. Então se você está quer ter umas boas gargalhadas, essa é uma sugestão boa para se considerar.

Essa peça recebeu ótimas críticas como a avaliação muito boa da Folha e as 4 estrelas da Veja (links abaixo para interessados).

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Link para a compra de ingressos: http://www.teatrotuca.com.br/espetaculos/baixa-terapia.html

Links das críticas: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/03/1869883-absurdo-de-baixa-terapia-faz-surgir-o-melhor-de-seus-atores.shtml

https://vejasp.abril.com.br/atracao/baixa-terapia/

Placas Tectônicas

Placas Tectônicas: Fragmentos da crosta terrestre que se desprendem da zona de convergência do planeta. A partir do desprendimento das mesmas, elas geram movimentos, os quais definem a geologia do planeta, bem como terremotos, vulcanismos e maremotos. Algo que está abaixo de nós e mesmo assim, algo imperceptível.

Com uma mistura perfeita de humor e crítica, a trilogia escrita por Vinicius Calderoni (Pra você que conhece de música, participante da banda Cinco à Seco) que contém as peças “Não nem nada”(2014), “Ãrrã”(2015) e a mais recente “Chorume”(2017), consegue fazer com que o telespectador, que pensava já saber pouco, agora ter certeza disso! É uma mistura de sensações que nos deixa confusos e ao mesmo tempo tão acolhidos: “Nossa isso acontece comigo!”, “Pera, é pra eu rir agora ou será que não?”, “Todo mundo está rindo, mas eu achei mais um tapa na cara do que uma piada”, foram alguns dos  pensamentos incessantes que passavam pela minha mente ao assistir duas dessas peças (Não Nem Nada e Chorume).

O cenário continha um palco. Um palco e alguns atores. Um palco, alguns atores e uma plateia. Um palco, alguns atores, uma plateia e uma capacidade espetacular de fazer as críticas mais pesadas de um modo tão descontraído. É exatamente essa gradação de acontecimentos e desconstruções que fizeram dessas apresentações umas das melhores que já vi!

O começo era o começo, e de repente o começo já era o fim. Não conseguiu compreender? Não tem problema, está ai a beleza da coisa, como diz Vinicius Calderoni: “Quanto mais falo, menos sei”chorume_-_foto_pedro_bonacina_e_renata_terepins_2Foto do elenco de Chorume: Geraldo Rodrigues, Guilherme Magon, Júlia Corrêa, Mayara Constantino, Paulo Vinicius, Renata Gaspar e Fabrício Licursi

-Kamila, que continua até hoje encantada com as peças

Pesquisas:

http://www.dicionarioinformal.com.br/placas%20tect%C3%B4nicas/

http://guia.folha.uol.com.br/teatro/2017/06/com-estreia-de-chorume-vinicius-calderoni-finaliza-sua-trilogia.shtml

https://revistacult.uol.com.br/home/trilogia-placas-tectonicas-calderoni/

Antígona

O espetáculo de Andrea Beltrão está pelo último final de semana em cartaz, então interessados, fiquem atentos para não perder essa oportunidade! A apresentação tem como base a peça escrita por Sófocles, “Antígona”. É isso mesmo o que você está pensando! O mesmo Sófocles, você que estuda na Móbile, que lemos no primeiro ano do médio na leitura de Édipo Rei. Se você curtiu a leitura, vá ver a criação! Se não curtiu tanto assim, não custa nada presenciar a abordagem mais contemporânea e moderna de Sófocles, você pode acabar se surpreendendo!

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Para a compra de ingressos vocês podem usar esse site: https://compreingressos.com/espetaculos/9174-ant%C3%8Dgona .

Críticas:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/teatro-e-danca,analise-espetaculo-de-andrea-beltrao-da-aula-magna-de-tragedia-e-teatro-por-quem-entende,70001653232